O episódio 10 finaliza a primeira temporada do Clube e olha, bicho, foram muitas emoções!

Além da participação especial de Luciano Pires, do podcast
“Café Brasil,” você também vai conhecer a história de Roberto Carlos, e em especial da sua canção de regresso: “O Portão.”

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Transcrição do Episódio

Olá, aqui é o Gilson de Lazari, sejam bem-vindos ao clube.
Este é o episódio 10 e nele falarei sobre uma canção de regresso escrita em 1974 por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, chamada: “O Portão.”
Cara, quem não consegue se emocionar com narrativas de retorno? Erasmo Carlos e Roberto Carlos fizeram muitas músicas especiais e talvez a melhor delas com certeza seja “Detalhes,” mas o Clube você já viu, né? Nem sempre a canção de maior sucesso do artista acaba escolhida.
Roberto Carlos é rei por causa da popularidade que ele conquistou ao falar de emoções complexas de formas simples. Em Detalhes, realmente ele foi cirúrgico e o próprio Roberto declara ser a sua melhor canção. Detalhes é coração, mas O Portão é emoção pura. Ela se espalha e atinge vários sentimentos vitais.
A Volta do casal que se separou, o retorno do filho e a cura de uma doença, são apenas algumas formas de voltar para o lugar que amamos. E como cúmplice de tudo isso, O Portão é especial para mim.

O Portão encerra o primeiro ciclo de contação de histórias desse podcast. Na primeira temporada foram 10 capítulos recheados de curiosidades e muita inspiração.
Se você gostou, recomento fortemente que ouça todos os episódios do Clube, é fácil encontrar. Eu tenho um blog chamado Blog do Gilson de Lazari e lá tem todos os episódios, seus links e os detalhes sobre cada programa.
Mas se preferir, também pode me acompanhar nas redes sociais; o Clube está no Twitter, no Facebook e no Instagram e por lá, eu complemento todos os episódios com fotos, vídeos e conteúdos extras sobre as canções que foram tema e seus criadores.
É só digitar na busca: Clube da Música Autoral que você já começa a fazer parte desse Clube.
Recados dados e sorrindo como um cachorro que reencontra seu dono, abro as portas do Clube para que você venha comigo conhecer um pouco da história de Roberto Carlos.

Falar de Roberto Carlos é chover no Molhado, afinal, ele mesmo já disse que: “esse cara sou eu.”
E por mais comercial que seja a sua relação contratual com a rede Globo, o transformando nesse tal Rei da musica popular. Nós já sabemos, não é? Quando uma expressão artística se torna popular e passa a ser massificada na mídia, logo, para muitos, ela passa também a ser uma referência de má qualidade. É um filme antigo.
E Robertão navega tranquilo nesses mares, pois apesar das críticas, a parceria Global trouxe ainda mais súditos fiéis para o rei e muitas pessoas, como eu, nunca se importaram com a breguice e as palavras fáceis que Roberto e Erasmo usam em suas composições e que inocentemente, simplificam os nossos sentimentos. Aliás, não é qualquer um que consegue ser simples e bem sucedido. E muitas vezes, somos nós mesmos que acabamos complicando as coisas.
E para entender que Roberto Carlos não é apenas um especial de fim de ano da Globo, precisamos antes entender um movimento musical chamado Jovem Guarda, então, voltemos um pouco essa fita.
Essa é “Celly Campello,” cantando a sua versão de “Stuped Cupid” de 1959, e olha, foi um baita sucesso.
Celly e seu irmão Tony Campello tinham um programa no canal 7, da antiga TV record, o primeiro da tv brasileira com uma temática jovem.
Na década de 60, as maiores audiências da TV eram conquistadas através das transmissões de jogos de futebol, e sentindo que o público estava diminuindo nos estádios em virtude das transmissões, os Clubes cancelaram a concessão televisiva em 1965.
Foi uma bomba para as emissoras, que precisavam rapidamente planejar algo novo para o horário nobre. Então, executivos da Record convidaram o diretor Carlos Manga para desenvolver um programa jovem, baseado na onda do yê yê yê. Os Beatles estavam revolucionando a música mundial e o Brasil não ficaria de fora dessa revolução.
A Bossa Nova, já não era mais o som da juventude, e a fim de atrair essa audiência, o programa foi chamado de: “Jovem Guarda,”, inspirados, vejam só, em uma frase de Lenin, na qual ele dizia: “O futuro pertence a Jovem Guarda, porque a velha, está ultrapassada.”
Mal sabiam que além de um programa de TV, aquilo tudo se tornaria um novo estilo musical.
Carlos Manga procurava rostos jovens; foi quando lhe apresentaram dois cantores da Tijuca, Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Inicialmente Manga relutou, mas como o tempo era curto, resolveu arriscar com os dois novatos. Celly Campello também estava cotada como apresentadora, mas teve problemas pessoais, e em seu lugar, chamaram Wanderléa, uma garota papo firme, com todos os trejeitos daquele movimento jovem.
Então, no dia 22 de agosto de 1965, numa tentativa desesperada de recuperar a audiência, estreou ao vivo na TV Record o programa Jovem Guarda.
Deu tão certo, que os os apresentadores passaram a ser insanamente caçados pelas fãs, correspondendo instantaneamente ao frenesi da beatlemania que acontecia simultaneamente na Inglaterra.
O programa lançou nomes como Wanderley Cardoso, Ronie Von, Sérgio Reis, Jerry Adriani, Vanusa, Renato e seus Bluecaps, Golden Boys, The fevers, Os Incriveis e muito, muito mais…
Roberto Carlos era o Brasa, Erasmo o tremendão e Wanderléa a ternurinha, As musicas apresentadas eram na maioria versões de canções dos Beatles, mas Roberto e Erasmos se destacaram pelo fato de serem os primeiros a compor canções no estilo Jovem Guarda. Roberto ficou ainda mais conhecido, pois em 1967, gravou o filme “Roberto Carlos em ritimo de aventura.”
Robertão era mesmo diferente. Nasceu em 1941, na cidade de Cachoeira do Itapemirim no Espirito Santo. E é impossível não falar da tragédia que assolou a vida do jovem Zunga, como era chamado na infância. Roberto Carlos não tem uma perna e esse assunto foi um grande tabu até 2006, quando o jornalista e historiador Paulo Cesar Araújo, lançou a biografia “não autorizada,” chamada: “Roberto Carlos em detalhes,” que entre outros casos, contava pela primeira vez detalhes do fatídico acidente.
Roberto, arrepiou o pelo na época, pois prefere manter sua vida pessoal longe dos holofotes e processou Paulo e a editora, mas no fim, acabou apenas promovendo o livro que hoje é um best celler.
Para quem não o leu, saibam que aos 6 anos de idade, Zunga, estava brincando entre os trilhos do trem quando aproximou-se a locomotiva; era a festa de São Pedro, padroeiro de Cachoeira. Ao ver o Trem se aproximando o pequeno Zunga correu, mas tropeçou no trilho. Gritaram para o maquinista parar, mas não houve tempo. Rapidamente o levaram para o hospital, e Zunga teve a perna direita amputada logo abaixo do joelho.
Apesar do tabu, Roberto Carlos falou a respeito do acidente na canção “O Divã,” onde relata se lembrar da festa, e do sangue no paletó de linho de alguém que o socorreu.
Roberto começou cantando na rádio local ainda menino; fez conservatório musical e em 1955 mudou-se para o Rio de Janeiro. Foi no bairro da Tijuca, mas especificamente no Bar do Divino, que conheceu Erasmo Carlos, Tim Maia, Jorge Bem, e muitos outros músicos cariocas. O Bar do Divino era o point de encontro da moçada.
Ao lado de Tim maia, Roberto montou um conjunto vocal, e o batizaram de: “Os Sputniks.” Logo, tiveram a oportunidade de participar de um programa na TV Tupi chamado Clube do Rock que era apresentado por Carlos Imperial. Após a primeira apresentação do grupo, robertão calcou uma performance solo, sem Os Sputniks logo na semana seguinte. Tião Maia, que já era muito louco desde essa época, ficou puto da vida e saiu da banda.
Estamos ouvindo Roberto Carlos cantando “Fora do Tom,” uma bossa nova que também saiu no seu primeiro álbum, “Louco por Você,” de 1961, ao lado de vários boleros compostos por Carlos Imperial.
Mas o rock era a bola da vez, e Roberto saiu na frente com o disco “Splitch Splatch” de 1963, cujo hit foi “Parei na Contra mão”
No ano seguinte, 1964, a onda era a rebeldia inocente, fumar em local proibido e parar na contra mão. Em parceria com Erasmo Carlos, Roberto passou a escrever canções chicletes que pegavam os jovens, logo nos primeiros acordes:
Essa curta trajetória foi suficiente para despertar a atenção da TV Record que em 1965 procurava jovens do movimento ye ye ye, para apresentar o programa Jovem Guarda.
Tudo o que a dupla lançava no programa Jovem Guarda, dava certo. A vida de Roberto e Erasmo tornou-se uma loucura.
O movimento da Jovem guarda incomodava a ala MPB de compositores, a ponto de até organizarem uma passeata contra a guitarra elétrica, na época, a marcha foi encabeçada por Ellis Regina e contou com a presença de Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Jair Rodriguez e muitos outros cantores da MPB.
Mas robertão não se deixou abalar pelos protestos, e passou a aceitar os convites e concorrer como participante dos famigerados festivais da musica popular, e não apenas no Brasil, mas também na Europa e na América do Sul; foi quando começou a fazer seu nome internacionalmente.
Em 1968, após 3 anos no ar, o programa Jovem Guarda chegou ao fim e com isso também veio a fase de transição de roberto carlos para a black music, como as que ouvimos no seu disco “Inimitável.”
Na década de 70, Roberto abandonou o estilo jovem. Ele havia ganhado um festival na Itália em primeiro lugar e lançou naquele ano um álbum homônimo recheado de baladas românticas, que foram lançadas em toda américa latina, mas curiosamente, uma canção de cunho religioso, estourou nas paradas brasileiras e lançou Roberto para um novo público inusitado.
A partir daí, os discos de Roberto Carlos nunca mais tiveram nome, todos são assinados com apenas seu nome e classificados pelo ano em que foram lançados. Em 1971, chegou ao mercado o disco que a Rolling Stones colocou na sua lista entre os melhores da musica brasileira; ele trazia o grande hit “Detalhes”
O próprio Robertão declarou que a melhor canção composta por ele foi detalhes. E daí pra frente tudo seria diferente. De bom moço da Jovem Guarda à respeitoso cantor da fé, Zunga, ainda tiraria muitos suspiros dos apaixonados em sua fase mais rentável financeiramente, a fase romântica que, vejam, perdura até os dias atuais.
No ano de 1974, o rei e o reinado brasileiro, foram oficialmente apresentados quando a rede Globo resolveu fazer um especial de fim de ano com o Cantor. Foi sucesso e o especial desde então passou a se repetir.
E ainda em 1974, foi lançado um de seus melhores discos. O tal, “disco da despedida;” como ficou popularmente conhecido, entre as musicas desse disco estavam: É Preciso Saber Viver (menos Romântico e mais reflexiva), e Eu Quero Apenas trazia um apelo que desafiava a ditadura militar ao dizer: ‘Quero meu filho pisando firme, cantando alto, sorrindo livre’
Vale lembrar que Roberto foi taxado por seus colegas compositores da época, como um cantor apático por estar sempre tentando manter a elegância e evitando se envolver em assuntos polêmicos. O Golpe militar que tirou o presidente João Goulard do poder, ocorreu em março de 1964 e apenas um ano depois surgiu o movimento da Jovem Guarda, mas aqueles jovens de 1965 não faziam a menor ideia das lutas que estavam sendo travadas em seu país, porém, através das revistas americanas e das versões de canções americanas… Sabiam mais sobre a Guerra do Vietnã do que sobre a ditadura militar.
Talvez até sejam eles, os filhos e netos dessa geração que estejam divulgando hoje que a Ditadura Militar foi boa!
O Fato é que o movimento Jovem Guarda foi apolítico. O movimento politico na época foi da MPB que contava com Elis Regina, Caetano, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, entre tantos outros…
Caetano, em especial, tornou-se muito amigo da dupla, e quando ele foi exilado do Brasil, Roberto e Erasmo fizeram uma visita à ele em Londres, e chateados com aquela situação, compuseram debaixo dos caracóis de seu cabelo, que é dedicada a Caetano.
No disco de 74, Roberto Carlos fala sutilmente sobre repressão e liberdade, pois mais que ele evitasse o confronto, também era sensível o suficiente para se deixar influenciar pelas lutas de seus companheiros.
E é neste disco que apareceu como coadjuvante na terceira faixa do lado A – a música tema do episódio 10 do Clube da música autoral… “O Portão.”

Erasmo Carlos, que ao lado de Roberto escreveu a letra de O Portão, disse que queriam narrar os detalhes de uma volta, e no começo até pensaram na volta do marido, aquele que se separou da esposa, mas resolve voltar. Essa definição acabou ficando irrelevante no decorrer da canção, pois o portão é como a bíblia, ele pode ser explicado de várias formas diferentes.
Segundo Erasmo, o grande desafio era descrever essa volta caracterizando seu trajeto de chegada. E a primeira frase que surgiu foi a do cachorro latindo. Mas não queriam cantar meu cachorro estava latindo, ou meu cachorro abanou o rabo. Queriam algo mais marcante, então nasceu a emblemática frase: “meu cachorro me sorriu, latindo.”
Eu não sei vocês, mas eu adoro essa frase. Alguns podem até achá-la infantil, mas só quem já criou um cachorro desde filhote e esteve ausente sabe, que quando voltamos, eles não nos reconhecem imediatamente, nosso cheiro parece sair das suas lembranças momentâneas, mas logo que se lembram, é uma festa; choram se retorcendo e nos lambendo. É um amor puro e inarrável. Apenas Roberto e Erasmo conseguiram expressar esse amor.
No decorrer da letra, um pesar nos consome e os mais sensíveis, como eu, já derrubam a primeira lágrima. Cara, quase nada se modificou; só mesmo eu mudei e voltei.
Deste momento em diante, tudo o que acontece na narrativa dessa canção se torna pessoal para cada um. O marido ou a esposa que voltou para o lar; o filho que se aventurou pela capital e após 15 anos resolve voltar, como foi comigo, ou até a minha interpretação predileta, a volta de quem nunca saiu do lugar.
Em 2016, eu fui diagnosticado com câncer. Uma cirurgia as pressas, foi agendada para retirada do meu tumor. O meu procedimento foi um sucesso e apenas uma semana depois já estava voltando pra casa. Eu não podia conseguia andar sem ajuda, então… passos indecisos caminhei até o portão. E o resto da minha volta, a volta da esperança na vida, pode ser encontrada nessa canção.

O poder da música é incrível, não?
Respeitosamente, após a minha volta, achei que também podia escrever músicas e passei a falar sobre a minha história. Eu não só voltei, como também mudei. Passei de um cara cauteloso que respeitava as minhas limitações, para um cara de pau, passando a me desafiar e até fazer coisas que eu nunca havia feito, como cantar.
Estou finalizando “Os Delírios Musicais.” É só um disco com as minhas músicas autorais, escritas nessa fase de tratamento. Elas são como este podcast, carregadas de emoções particulares e eu sempre digo, a música me salvou de várias maneiras diferentes.
O Portão, é uma das músicas mais longas de Roberto Carlos; ela supera os 5 minutos, algo que a tornou intocável nas rádios, segundo as regras da época, mas O Portão veio ao mundo com outro objetivo, de tocar as pessoas individualmente e após mais de 40 anos ainda cumpre seu papel com maestria.
Metafórica que é, existe uma das compressões de O Portão que me arrepia.
Lady Laura, mãe de Roberto, era católica, mas seu pai, Robertino Braga, era espirita e isso fortalece ainda mais a tese de que O Portão narra uma história de pós-vida.
Cabuloso, né? Vejam bem: Erasmo e Roberto Carlos, sempre foram pragmáticos e abusaram do simples. Seguindo essa lógica, essa canção deveria se chamar “Eu Voltei,” mas ela se chama “O Portão”, dessa forma podemos fazer uma analogia com o portal de passagem do pós-vida, onde, segundo os espiritas, muitos espíritos não completam o rito por estarem presos entre os dois mundos.
Legal, né? Mas calma, vai fazer ainda mais sentido, se você concordar comigo que os cachorros conseguem ouvir frequências que o homem não consegue. Será que o cãozinho estaria vendo um fantasma em frente ao portão?
Estaria o nosso personagem morto, mas sem saber que está? Tal como o personagem do Bruce Willis em “O Sexto Sentido”, olhando seu retrato amarelado na parede?
No refrão ainda podemos analisar que aquele possível encosto será um problemão, pois diz que voltou e agora é para ficar. Sendo assim, podemos imaginar que nem mesmo um exorcismo o tiraria daquela casa. Afinal, que tipo de pessoa chega depois de tanto tempo e vai abrindo a porta devagar sem bater, sem tocar a campainha, sem usar chaves, sem avisar, nem nada? Tudo muito estranho para alguém de carne e osso. Mas nada incomum pra quem já é uma alma penada.
O portão é uma das canções mais regravadas dos amigos de fé, dos irmãos camaradas. Essa versão que estamos ouvindo é de “Ângela Maria,” que um dia também terá seu próprio episódio no Clube da música autoral.
Mas não hoje, pois já estou desidratado de tanto chorar e fecho esse portão para abrir outro.
Eu disse que a música me salvou de várias maneiras diferentes, certo? E uma delas foi através de um podcast que ouvi um tempo atrás e que influenciou o Clube.
Sabe, caro ouvintes, eu tenho um amigo que perdeu a visão, mas independente disso, ele é um cara muito especial, do qual admiro muito. Toda a formatação do Clube que você ouve hoje, toda parte de feed, html e geração de links, foi feita por ele, “Rogério Silva,” o “Cocão.” O cara!
Começou assim… eu fiz uma publicação polemica na minha página pessoal do Facebook;
nela eu dizia: “Bohemian Raphsody do Queen é a melhor música já composta. Muitos podem discordar, mas será em vão.”
Caso você não se lembre, é essa pepita aqui ó…
Muitos amigos, principalmente músicos, começaram a me contestar; afinal eu fui incisivo e não dei abertura para diálogo. Bohemian Raphisody é a melhor canção.
Então o Cocão, me enviou um link de um podcast ao qual eu deveria ouvir, já que gostava da canção. Cara, quando eu ouvi, não acreditei, eu chorava, os caras haviam conseguido os backtracks de Bohemian, como assim? Eu ouvi a guitarra de Brian May, a voz solada de Fred Mercury e tudo com uma harmonia perfeita entre informações e curiosidades.
Sim, Bohemian Raphsody é a melhor canção já composta.
A partir daquele dia passei a ouvir podcasts, dois ou até três episódios por dia. E um belo dia, chamei meu amigo cocão e disse, acho que também consigo fazer um podcast. E lhe enviei um piloto, uma amostra do que eu poderia fazer. Ele ficou super empolgado, mostramos para outros colegas que também entendiam do formato e todos me apoiaram, tanto, que me convenceram a lançar o piloto como primeiro episódio.
E vejam só, hoje finalizo a primeira temporada, com o episódio 10.
Um outro grande amigo, o “Drão,” super fã do “Café Brasil,” sugeriu que eu enviasse um e-mail para o cara que fez o Bohemian Raphsody e contasse sobre a influência.
No dia seguinte, enviei um e-mail, pedindo dicas de como melhorar as visualizações do meu podcast e para minha supresa, recebi a resposta poucas horas depois. Era o próprio “Luciano Pires,” o precursor do podcast no Brasil, me dizendo que ouviu o meu podcast, eu gelei, ele me deu dicas valiosas e vejam vocês, sugeriu fazer uma participação no meu último episódio.
Sim, caro ouvinte do clube, nesse momento ao qual eu falo, ele está comigo, me ouvindo, o criador do Café Brasil, Luciano Pires… seja bem-vindo ao Clube da música Autoral.
(entrevista com Luciano Pires)
Cara, que incrível, Luciano Pires no Clube da Música Autoral.
E além do Cocão, do Drão e do Luciano Pires, quero também agradecer ao meu corretor humano de pronúncias, meu amigo do peito, Gustavo Ferroni, que me ajudou e torceu muito por mim, mas principalmente para a minha família que me aturou nesses dois meses de dedicação total, na qual precisei deixar muitas coisas de lado para conseguir finalizar essa primeira temporada do Clube. Um beijo especial para a minha amada Cris, minha gatinha Isabela e meu meninão Samuel. Papai ama vocês.
É… bicho, Foi sofrido, foi emocionante, foi exaustivo, mas está pago. A minha maior satisfação é poder ter concluído um projeto que eu me orgulhe de ter feito.
Mas não acabou não, a próxima temporada do Clube vem aí, fiquem ligados nas redes sociais, no Facebook, no Twitter e no Instagram, que é por lá que eu complemento essa missão de levar boa música pelas redes. É só digitar Clube da Musica Autoral na busca que você já se tornará um sócio desse Clube.
Se preferir posso te enviar os episódios do Clube pelo WhatsApp; é só acessar o link que está na descrição desse programa que eu te adiciono a lista de transmissão.
Agora, se você quiser realmente me ajudar nessa mudança, você também pode ser um padrinho do Clube, acessando: apoia.se/clubedamusicaautoral e fazer uma doação para ajudar na manutenção do clube. Eu farei questão de divulgar todos os apoiadores nos próximos episódios.
Mas por enquanto é isso… sentado em frente ao meu portão, olhando a casa que acabei de de construir, ouvindo a primeira canção que tocou no Clube, Here Comes de Sun, me despeço, mas espero voltar em breve.
Meu nome é Gilson de Lazari e foi um baaaita prazer falar de musica com vocês.
Valeu?
Até a próxima!

Referências

Café Brasil 275 – Bohemian Rhapsody
Café Brasil 436 – The Dark Side of the Moon